terça-feira, abril 28, 2009

Deus Versus Ciência

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Era uma vez uma mulher que queria ter filhos, mas não engravidava. Recorreu à ajuda dos médicos, e por estimulação embrionária, ficou grávida de seis gémeos. Depois, os médicos disseram que não podiam sobreviver todos os gémeos e aconselharam-na a eliminar alguns para poderem sobreviver os outros. Mas ela não aceitou. E os gémeos morreram todos.

Todas as decisões foram tomadas pela mulher: a de engravidar, a de recorrer à ciência para facilitar a gravidez, a de não recorrer à ciência para abortar de alguns dos filhos.

Esta mulher acreditava em Deus. E como era contra o aborto, decidiu colocar nas mãos de Deus a vida dos filhos. Deus levou-os antes de nascerem.

Se esta mulher aceitasse o conselho dos médicos, teria filhos, como não aceitou não tem (excepto um filho que já tinha antes).

Esta mulher não engravidava, porque Deus não queria que ela engravidasse. Mas ela desafiou Deus e pela ciência contrariou-O. Procurou os médicos para engravidar - contra a vontade de Deus - e uma vez grávida, quando os médicos lhe dizem para abortar, se queria que alguns dos filhos sobrevivessem, voltou a colocar tudo nas mãos de Deus, e perdeu tudo.

Este é o exemplo claro de que nós só usamos Deus e a Ciência quando, e da forma, que nos interessa, esquecendo-nos que tanto Um (para quem acredita) como a Outra, são sempre mais fortes e eficazes que nós próprios.

Seria bom se cada um de nós tivesse um modo de vida coerente com os valores em que acredita!

PS: Esta é uma história verídica. A mulher vive na Madeira e chama-se Idalina Santos.

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domingo, abril 22, 2007

Crenças e Descrenças


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Acaba de ser anunciado pelo Vaticano que as crianças que morrerem antes de serem baptizadas vão passar a ter direito a ir para o céu. Isto porque até agora, para os católicos, quem não fosse baptizado não era filho de Deus e não tinha direito a alcançar o paraíso.

Segundo o Diário Digital, "a Comissão Teológica Internacional, que depende da Congregação para a Doutrina da Fé, declara-se convencida de que existem «sérias razões teológicas para crer que as crianças não baptizadas que morrem se salvarão e desfrutarão da visão de Deus»", (tal como as crianças abortadas).

Declara-se convencida de que existem razões para crer, após estudos de vários anos, que o melhor era mudar para aquilo que o actual Papa há mais de vinte anos considerava uma "hipótese teológica" que o melhor era não ter em conta.

Tudo isto porque ir ou não ir para o céu é simplesmente uma questão de se crer ou não se crer, e como as crianças inocentes não têm essa possibilidade têm de ser os adultos a "crer" por elas.

E o que pensar agora das crianças que até à poucos anos morriam em Portugal e eram enterradas sem qualquer ritual numa parte menosprezada dos cemitérios, ficando esquecidas para sempre?!...

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